Monthly Archives

abril 2016

Mulher de negócio sorrindo com a sua equipe
Corporativo

CAPITAL HUMANO – O GRANDE DIFERENCIAL DO MERCADO ATUAL

O mundo em que vivemos tem mudado muito rapidamente nos últimos anos. Em todas as áreas. O que antes era uma vantagem competitiva no mercado de trabalho, hoje não é mais.

Antes quem tinha a informação, o conhecimento, tinha poder. Claro, ter conhecimento continua sendo importante, mas hoje ele está acessível a todos. A internet possibilitou, entre outras coisas, a rápida disseminação do conhecimento. Deter ou ter acesso à tecnologia também foi, durante muito tempo, um grande diferencial. Hoje não mais. Primeiramente porque está muito mais acessível a todos e, segundo, porque muda muito rapidamente. Um nova tecnologia lançada hoje, em muito pouco tempo será superada.

Então como uma empresa pode se destacar no mundo globalizado e altamente competitivo em que vivemos?

O grande diferencial hoje é o capital humano. O que traz vantagens competitivas são as pessoas que fazem parte da empresa, que fazem a empresa.

Essa constatação não é nova. Muitas empresas têm investido em captar e manter os melhores talentos nos seus quadros funcionais. Salários e benefícios mais atrativos são algumas das armas que têm sido usadas na luta para reter os melhores profissionais. Muito tem sido investido em treinamentos também. No entanto, muitas vezes uma empresa, embora tenha expoentes na sua equipe, não consegue transformar isso em resultados.

Em muitos casos o que interfere de forma determinante no sucesso são as relações no trabalho. Porque a grande diferença entre o capital humano e o conhecimento e a tecnologia é que o primeiro é repleto de nuances, sendo muitas vezes imprevisível. Quando montamos uma equipe para realizar uma tarefa, muitas coisas são colocadas em jogo, sem que tenhamos consciência disso.

Cada indivíduo tem sua percepção do mundo, uma personalidade única, uma história pessoal, desejos e sonhos muito particulares. O que é fundamental para um pode não ser importante para outro. O que motiva cada um é diferente. Numa época de crise como a que vivemos no país o ambiente corporativo está mais tenso do que nunca. A busca por resultados, por se manter a tona é imperativa e cobra, muitas vezes, um alto preço. Isso interfere nas relações de trabalho.

Mais do que nunca é o momento de investir no capital humano, investir no plano pessoal. É capacitar, não tecnicamente, mas pessoal e afetivamente. É proporcionar à equipe uma oportunidade para baixar o nível de stress, potencializar os seus talentos, trabalhar as diferenças. Um espaço onde questões como poder, liderança, motivação entre outros podem ser olhadas de uma nova forma.

Questões afetivas interferem diretamente na produtividade, na criatividade e no desempenho profissional.

Nesse sentido a Psicomotricidade Relacional se apresenta como uma ferramenta diferenciada. Através do jogo simbólico e do lúdico, permite aos indivíduos contatarem com as suas dificuldades e potencialidades e proporciona a cada um a possibilidade de autoconhecimento, mudança e renovação. Por utilizar-se primordialmente na comunicação não verbal, acessa pontos que o pensamento racional não consegue, permite que as resistências sejam enfrentadas com mais facilidade e que os conteúdos vividos sejam integrados mais profundamente.

limites na infância
Comportamento

CEDER OU NÃO CEDER, EIS A QUESTÃO

O ser humano não gosta de ter seus desejos frustrados. A frustração não é um sentimento agradável. No entanto, nós adultos (a maioria pelo menos) sabemos lidar com as frustrações do dia-a-dia com certa tranquilidade, não necessariamente sem sofrimento. Algumas são mais fáceis outras mais difíceis.

Algumas vezes só nos resta aceitar que não é possível, outras vezes sabemos que é possível lutar e insistir e em outras tantas encontramos, de forma criativa, alternativas. E assim vamos vivendo nossa vida em sociedade.

No entanto, não nascemos sabendo fazer isso. Assim como tantos outros, lidar com a frustração é um aprendizado. Nem sempre muito fácil para filhos ou pais. Quem tem filhos, sejam eles pequenos ou adolescentes, sabe como é difícil esse aprendizado e mais ainda, como é difícil ensinar. Birras, choros, caras feias, objetos atirados longe, portas batidas, xingamentos, queixas de incompreensão e desamor podem aparecer. Não é fácil suportar, e muitas vezes os pais acabam cedendo.

Cedem porque perceberam que exageraram e afinal de contas é possível. Outras porque depois de um longo dia de trabalho, afazeres e preocupações estão cansados e sem a energia necessária para o embate. Em outras, cedem por se sentirem culpados pelo pouco tempo com os filhos. Mas muitos, cedem porque não querem ver o filho “sofrer”, afinal vivemos numa época em que é preciso ser feliz o tempo todo.

É como se o limite, que leva à frustração, fosse algo ruim, negativo. Pelo contrário. É um grande gesto de amor dos pais por seus filhos. Talvez um dos maiores. Dizer sim, ceder aos apelos e exigências é mais fácil, muito mais fácil. Dizer não, dar o limite, exige persistência, paciência, disponibilidade, tempo e sobretudo amor.

São os pequenos limites (Não, você não pode ir com o seu vestido de princesa para a escola ou não, você não pode ficar jogando videogame até as 02h00 da manhã ou Sim, você tem que fazer a lição antes de sair para jogar ou não, você não pode ir para a balada na terça-feira…) que ensinam e preparam para as frustrações que certamente virão no futuro. Afinal, nenhum de nós consegue tudo o que quer, na hora que quer e do jeito que quer.

A diferença está no fato de que quando recebemos estes limites dos nossos pais, eles são dados com amor e, passada a raiva inicial (sim, sentimos muita raiva quando somos frustrados e por isso as reações de birra, etc.), temos a acolhida, o carinho, somos acompanhados afetivamente nessa lida, o que não acontece quando somos adultos. E aos poucos vamos aprendendo a aceitar quando não temos alternativa; a insistir, batalhar, argumentar para conseguir o que desejamos; a encontrar alternativas que satisfaçam; e a encontrar formas mais adequadas de lidar com a raiva.

Não podemos esquecer que o limite é estruturante, nos dá segurança. É muito bom saber que existe alguém que nos ama o suficiente para dizer não e impedir que eu faça algo que me cause dano ou prejudique. É tarefa da criança resistir e fazer birra, e é tarefa dos pais dar limites e dizer não. É tarefa do adolescente protestar, e é tarefa dos pais resistir e, pouco a pouco conforme ele vai se mostrando capaz, afrouxar os limites dando maior autonomia.

Muitos anos atrás li numa revista que os pais são o osso onde os filhos afiam os dentes. Concordo. E a vida exige dentes bem afiados. Então, não cedam, não abdiquem do direito de ser osso!