Monthly Archives

janeiro 2017

Slide1
Comportamento, Geral, Reflexão

A RESPONSABILIDADE DE CADA UM

Como posso fazer o seu dia melhor?

Essa é a pergunta que o marido do vídeo de que falei no artigo da semana passada começou a fazer diariamente para sua esposa.

Fiquei pensando sobre isso. A felicidade de cada um está nas suas próprias mãos. Não somos responsáveis pela felicidade do outro, mas sempre podemos fazer algo para tornar o seu dia melhor.

Um pequeno gesto pode fazer uma grande diferença no dia de uma pessoa. Existem campanhas sobre isso. Como uma gentileza gera outra e outra num encadeamento sem fim.

Aos que são mais próximos podemos perguntar, mas também podemos tornar o dia de estranhos melhor, com um bom dia, por exemplo. Ou um sorriso.

O mais interessante nessas ações é que elas não tornam somente o dia do outro melhor. Tornam o nosso melhor também!!

Quando fazemos coisas por nós é muito bom. Ir em busca de nosso objetivos, lutar por aquilo que desejamos faz parte da vida. No entanto, quando fazemos algo para o outro isso é ainda melhor. Quando nos damos conta de que alguma atitude, gesto ou palavra nossa fez a diferença, para melhor, no dia ou na vida de uma pessoa somos duplamente recompensados. Somos mais felizes. Essa felicidade não vem do reconhecimento ou agradecimento do outro. Vem da consciência de ter feito algo a mais, de ter feito algo bom.

Acredito que se pensássemos menos em termos individualistas e mais no coletivo muitos dos problemas que enfrentamos no nosso dia-a-dia não existiriam. A cidade seria mais limpa, pois nenhum lixo seria jogado no chão, pois outra pessoa vai passar por ali. Isso seria bom para o outro, mas eu também me sentiria melhor por ver minha cidade limpa. Ninguém teria dificuldade para entrar em sua garagem ou utilizar a vaga preferencial a que tem direito, pois ninguém teria parado ali só cinco minutos. O trânsito fluiria melhor, com menos stress se as pessoas dessem a vez, respeitassem a faixa de pedestre, não buzinassem. Todos se sentiriam melhor. Pequenos gestos que fazem diferença.

Precisamos entender que fazemos parte de um todo maior e que nossas atitudes afetam a todos. Não é fácil ser verdadeiramente feliz se a comunidade da qual faço parte não está bem. Não posso controlar tudo, nem modificar os outros, mas posso fazer a minha parte. Ter a consciência tranquila de que fiz o melhor para mim e para os outros para que tudo corresse bem é um bom começo.

Slide1
Comportamento, Geral, Reflexão

QUAL A MUDANÇA POSSÍVEL?

Neste final de semana navegando pelo facebook me deparei com um vídeo em que um homem falava das constantes brigas com a esposa e como uma mudança em sua atitude fez com que as coisas melhorassem.

Ele comenta que ao refletir no chuveiro após uma briga feia se deu conta de que a esposa tinha um determinado jeito de ser e que ele não tinha como mudá-la. Que só poderia mudar a si mesmo.

Isso é um fato. Não podemos mudar o outro. Mudar a nós mesmos é possível, mas exige esforço e persistência. É uma verdade simples que esquecemos constantemente. Passamos muito tempo esperando que as pessoas a nossa volta mudem, preferencialmente na direção que consideramos a melhor, para que as coisas comecem a funcionar ou melhorem.

Queremos que os pais mudem, que os filhos mudem, os amigos, o chefe, os colegas mudem.

Pode ser que isso aconteça, mas não será porque nós queremos. A única pessoa que posso mudar sou eu mesmo. No entanto, quando eu mudo, a forma de agir, de falar, de pensar, acabo por mudar o contexto, a situação, a relação. Muitas vezes o outro muda também. É muito difícil continuar lidando do mesmo jeito com algo, ou alguém, que está diferente. Foi o que aconteceu com o casal do vídeo.

Estamos iniciando o ano preocupados. Donald Trump presidente dos Estados Unidos nos faz questionar o futuro do mundo. A morte de Teori Zavascki (tenha sido acidente ou não) nos faz questionar a continuidade da Operação Lava Jato e os destinos da batalha contra a corrupção. A crise continua.

Todos nós brasileiros queremos que o país mude. Queremos um país com menos corrupção, mais igualdade, mais dignidade, segurança, saúde, educação. Queremos que os políticos mudem. Podemos não eleger essas pessoas, mas não podemos mudá-las.

Acredito que a mudança que queremos, passa por uma mudança de cada brasileiro. A única que realmente podemos fazer acontecer.

Estamos esperando o Brasil se tornar um país de primeiro mundo, para nos comportarmos como cidadãos de primeiro mundo. É preciso inverter essa lógica. Mudemos primeiro. Mudemos nossas atitudes. Da próxima vez que sair e beber, não dirija. Não por medo de uma blitz, mas porque é o certo a fazer. Não use o celular enquanto está dirigindo. Não por medo de levar um multa, mas porque é o certo a fazer. Peça a nota fiscal. Não porque vai receber desconto no IPTU, mas porque é o certo a fazer. Não estacione na vaga de idoso ou deficiente por medo de ter o carro guinchado. Mas porque é o certo a fazer. Não discrimine por cor, religião, orientação sexual. Não por medo de ser preso, mas porque é o certo.

Essas mudanças de atitude não vão mudar o país de uma hora para outra, mas com certeza são passos na direção certa. Porque ética e cidadania não são para ser utilizadas conforme a conveniência, mas para serem vividas a cada dia.

slide1
Análise Corporal da Relação, Comportamento, Geral, Reflexão

JANEIRO É BRANCO.

Os meses passaram a ter cor. Janeiro é branco.

É uma iniciativa para chamar a atenção para saúde mental e emocional.

Impressionante que esse seja um tema ainda repleto de tanto preconceito, desconhecimento e ambivalência.

A doença mental ainda é associada à loucura, à camisa de força e tantos outros estereótipos.

De fato, a loucura, que as pessoas têm em mente, faz parte da saúde mental. No entanto, não é só isso. Na doença mental estão alterados processos cognitivos e afetivos que levam a alterações de comportamento, raciocínio , compreensão da realidade e adaptação à vida. Entre as mais conhecidas temos a depressão, o transtorno bipolar, a ansiedade, a anorexia, a bulimia, entre outros. Você deve conhecer alguém que teve ou tem uma doença mental. Ela é comum.

Já ouvi muitas pessoas tratarem a doença mental como algo que depende da vontade da pessoa. Isso é um erro. A doença mental pode ter causas orgânicas (de ordem genética, neurológica), ambientais ou psicológicas. Não escolhe idade, sexo, religião, etnia ou orientação sexual.

As pessoas têm uma forma muito peculiar de lidar com a doença mental. Se um indivíduo tem um problema de coração procura um cardiologista. Se tem um osso quebrado vai ao ortopedista. Se tem depressão vai ao clínico geral, ao ginecologista, ao amigo que é médico, à sortista, à igreja, etc. São poucos os que procuram voluntariamente os especialistas: o psiquiatra e o psicólogo. São esses profissionais que se dedicam a estudar, compreender e tratar as doenças mentais, cada um dentro da especificidade de sua área de atuação.

As pessoas contam para os amigos, familiares e conhecidos quando tem um problema de pressão ou de tireoide, mas silenciam quando a doença é mental.

Os brasileiros têm uma tendência forte a automedicação. A maioria não se importa de tomar um medicamento para dor, um anti-inflamatório, etc. Também não se incomodam de tomar medicamentos de uso contínuo para diabete, pressão, tiroide, ainda que preferissem não fazê-lo. Mas na hora de tomar um remédio para uma doença mental é diferente. Não querem tomar, ou começam e querem parar o quanto antes.

Se uma pessoa for internada para tratar um câncer, for para um spa fazer um tratamento para obesidade, tudo bem. Se for internada para tratar de uma doença mental isso é motivo de embaraço, vergonha até.

Isso precisa mudar! Urgentemente.

A doença mental é uma doença como outra qualquer e precisa ser tratada. Todo esses pré-conceitos dificultam a busca e a adesão ao tratamento.

Ela traz sofrimento para a pessoa e seus familiares. É uma dor diferente, mas ela é potencializada pelo silêncio, pela vergonha, pelo preconceito.

Quanto menos se fala, menos se conhece, menos se compreende, mais difícil fica.

Todo início de ano nos propomos a mudar algumas coisas em nossa vida. Vamos deixar o preconceito de lado e mudar a forma como lidamos com a doença mental.

 

 

 

slide1
Análise Corporal da Relação, Comportamento, Geral, Reflexão

ANO NOVO, VIDA NOVA?

Será?

Essa é a proposta que nos fazemos a cada final de ano. Faremos muitas mudanças, faremos diferente, vamos começar a fazer, vamos deixar de fazer…

A intenção é real, o desejo também, mas nossos propósitos costumam sucumbir à rotina rapidamente e tudo volta a ser como sempre foi. É assim todos os anos.

Por que?

Porque uma das tarefas mais difíceis que temos na vida é mudar. Mudar hábitos, a rotina, uma forma de pensar, uma forma de agir. Por melhores que sejam nossas intenções e mais fortes os nossos propósitos a tarefa é árdua.

Entre algo ruim ou desconfortável, mas conhecido, e algo novo e desconhecido acabamos por optar (inconscientemente) pela segurança do conhecido. Além disso, temos uma série de ganhos secundários, dos quais muitas vezes não nos damos conta, e que nos levam a manter aquilo que desejamos mudar.

Outro ponto a considerar é que queremos mudar muitas coisas ao mesmo tempo, ou fazer mudanças muito radicais o que torna as coisas mais difíceis.

Para mudar, primeiro é preciso colocar metas possíveis, realizáveis. Nada de exageros! Dividir a meta em etapas, para podermos perceber e celebrar cada passo que nos aproxime do resultado desejado. Celebrar cada conquista é muito importante. Saber que o processo de mudança não é linear, que retrocessos fazem parte e que se hoje você falhou isso não significa que o processo todo está fracassado. Respire fundo, e retome a caminhada.

Planejar antes também é importante, pois muitas das mudanças que queremos necessitam de investimentos ou preparação.

Pedir ajuda também é bom. Contar para pessoas próximas e que gostam da gente, que podem contribuir com o processo, incentivar e, até mesmo, sinalizar quando estamos nos desviando do caminho pode contribuir para o sucesso do projeto de mudança.

No entanto, para algumas mudanças vamos precisar de mais ajuda. Alguém que nos auxilie a compreender o que tem nos impedido de mudar, quais os ganhos secundários que dificultam o processo, quais as crenças envolvidas que atrapalham a mudança.

Buscar um processo terapêutico que nos ajude não só a compreender, mas acima de tudo, a buscar estratégias que nos levem ao sucesso. E, se percebemos que a mudança não é possível, nos ajude a aceitar e a viver bem com essa realidade.

O que buscamos com a mudança, mais do que uma vida nova, é uma vida mais feliz. A felicidade está nesse equilíbrio entre mudança e aceitação.