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fevereiro 2017

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Comportamento, Geral, Reflexão

O MAR

Depois de um tempo finalmente reencontro o mar. Que prazer!!!

Adoro o mar. Tenho medo e muito respeito por ele, sua força, sua imensidão. Mas tenho uma profunda admiração por sua beleza e intensidade.

Mar é vida! Seja pelo movimento de ir e vir de suas ondas, seja por todos os seres que nele habitam, reais ou mitológicos. A brisa que vem do mar refresca e acaricia.

O som do mar embala meu sono.

Gosto muito do mar porque tenho muitas lembranças felizes de momentos vividos tendo ele como testemunha. Castelos construídos na areia na minha infância. Momentos especiais em família. Lembro muito de meu pai quando vejo o mar. Ele gostava da praia e me ensinou a “técnica” de pegar jacaré!! Lá do fundão até ralar a barriga no raso. Ele era um expert. Com 80 anos ainda conseguia e se divertia muito pegando jacaré. Não tenho o mesmo talento, mas com certeza o mesmo prazer. Também muitas lembranças de momentos da adolescência com amigos.

Um dia imaginei ser bióloga, e trabalhar com o mar. Admirava Jacques Cousteau. Acabei psicóloga. Trabalho com o mar do inconsciente.

O mar me lembra as pessoas e seus humores. Quando o dia é claro ele pode estar de bom humor. Ondas pequenas convidam a um mergulho e a navegar. Em dias escuros seu humor é mais difícil. Pode ser violento até. Às vezes calmo e paciente, às vezes nervoso e vingativo através de ressacas e maremotos que parecem cobrar todo o mal que lhe fazem e às suas criaturas.

Ele deve rir dos homens que imaginam dominá-lo. Ilusão.

Gosto do mar porque ele me ajuda. Quando chego perto dele e vejo sua imensidão ele me ensina humildade. Sinto-me mais próxima de Deus em frente ao mar. Todas as dores, as mágoas e sofrimentos que fazem parte da vida, depois de processados entrego ao mar e ele lava minha alma. Ao mesmo tempo ele, o sol e o vento renovam minha energia, minhas esperanças, minhas forças.

A vida é como o mar. Cheia de idas e vindas, marés, ressacas… A felicidade está em saber navegar, aproveitar os bons ventos, encontrar refúgio nas tempestades e desfrutar da viagem até a chegada no porto seguro.

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Comportamento, Geral, Reflexão

DOMINGO NO PARQUE

Fui caminhar no parque no final de semana pela manhã. O dia estava lindo, muito sol, domingo…perfeito.

Muitas pessoas fizeram o mesmo. Crianças, adultos, animais todos aproveitando o belo dia de sol. Alguns caminhavam, outros corriam ou andavam de bicicleta. O parque facilita o convívio de todas essas intenções, pois nele existem três pistas separadas: uma para quem quer caminhar, uma para quem quer correr e outra para quem que andar de bicicleta, patins, etc. Tudo devidamente separado por faixas e gramados e sinalizado.

Pois bem, as pessoas não conseguem respeitar as suas respectivas faixas. Caminham na pista para corrida, andam de bicicleta na pista de caminhada e por aí vai.

Isso gera alguns transtornos. Quem está correndo se vê obrigado a diminuir o ritmo ou mudar a trajetória o que pode ser prejudicial. Quem caminha, principalmente acompanhado de crianças ou cachorros corre o risco de ser atropelado.

Além disso, muitos passeiam em duplas ou pequenos grupos. Com certeza compartilhar uma caminhada no parque num dia como o de hoje é muito bom. Mas as pessoas ocupam a pista toda e quando vem alguém em direção contrária não se afastam para dar passagem. O outro que vá para a grama se quiser.

Nada disso é grave e não tenho notícias de acidente. Mas esse cenário me fez pensar quanto autocentrados somos no nosso país. Pensar no bem-estar do outro ou no coletivo é exceção. Não fazemos por mal, simplesmente não temos o hábito de pensar ou olhar para o outro.

Tive a sensação de um país precisando de limites, de autoridade paterna! Precisamos aprender uma coisa básica. O meu direito termina na fronteira onde começa o direito do outro. Simples assim!!

Uma regra básica que vale para todos.

Se queremos mudanças no país, menos corrupção, etc. , precisamos começar a respeitar os limites. Isso é bom. Traz segurança. E como consequência paz e felicidade, não para poucos, mas para todos.

 

Leveza
Comportamento, Geral, Reflexão

É PRECISO TER LEVEZA!

A cada semana quando vou escrever um artigo fico em busca de inspiração, de uma tema que seja relevante e que interesse às pessoas. Muitas vezes é fácil. O tema está ali esperando por mim e o texto flui. Outras vezes é difícil. Começo, desisto, reescrevo, mudo… Busco inspiração a minha volta. Hoje comecei um texto falando dos meus cachorros, mas o tom estava um tanto melancólico. Desisti.

Muitas vezes a inspiração vem de temas que surgem no dia-a-dia do consultório. Mas esta semana foi pesada e não quero um texto denso, com um tema complexo. Quero algo leve.

Lembrei de um vídeo que assisti no facebook. Lindo!! Um grupo de mulheres acima dos 60 anos tendo aula de balé. Muitas nunca tinham dançado. Todas lindas, com uma leveza… Fiquei com vontade. De dançar como elas, de ter aulas, de ser leve.

Leveza é o que falta no mundo hoje em dia. Falo da leveza que encontramos na criança pequena e na velhice vivida com tranquilidade.

Aquelas mulheres não pareciam estar preocupadas com a opinião dos outros, com a perfeição dos passos. Estavam concentradas na música, no movimento, na liberdade. Seu compromisso era com seu prazer. Lindas!!!!

Será que é preciso envelhecer para compreender onde reside a verdadeira beleza e o verdadeiro prazer? Espero que não.

A beleza não está num padrão, está na singularidade de cada corpo, com sua forma, suas marcas, sua história. A beleza não está somente na juventude, está na vida vivida, saboreada.

A beleza está em desfrutar do que nos faz bem, do que nos faz alegres.

Desfrutar, saborear. Tenho a sensação que perdemos essa capacidade. É tudo tão rápido, feito com tanta pressa, urgência, que não temos o tempo necessário para de fato aproveitar as experiências, de vivê-las plena e intensamente.

Silêncio, contemplação, simplicidade, acho que era sobre isso que queria falar quando comecei a escrever sobre meus cachorros. Eles sabem fazer isso.

O mundo em que vivemos anda rápido. Tudo bem. É assim. Mas isso não impede que tiremos alguns minutos diariamente para desacelerar, para desfrutar de algo que nos dá prazer. Com leveza e alegria. Quem sabe dançar…