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APROPRIAÇÃO CULTURAL

Um dos temas do momento é a Apropriação Cultural. Está em todas as mídias por conta do uso de um turbante por uma moça branca. Tolice.

Nesta mesma semana vi no facebook a história de um menino que pediu para que a mãe cortasse seu cabelo igual ao de seu amigo, pois assim um poderia se fazer passar pelo outro, enganando a professora. O bonito desta história é que um era branco e o outro afrodescendente. A criança não percebia a diferença. Em parte porque é criança, em parte porque o outro é seu amigo e detalhes como a cor da pele não são importantes. O que importa são as brincadeiras, as risadas, tudo o que partilham.

Somos todos seres humanos e cidadãos e como tal temos que ter nossos direitos respeitados e sermos tratados com dignidade.

Infelizmente nós, seres humanos, somos preconceituosos. Tudo o que é diferente acaba por causar estranheza e parece ameaçador.

Ninguém deveria ser discriminado por sua cor, raça, orientação sexual, religião ou o qualquer outra coisa. Ações afirmativas foram importantes em vários momentos da história para dar visibilidade a questão e corrigir os erros.

No entanto, o fato, por exemplo, de eu proibir o uso de determinadas palavras, etc. não elimina o preconceito. Ele continua existindo, só não se manifesta. Não por respeito real, mas por medo da punição.

No artigo da semana passada falei sobre um sentimento em relação ao uso da palavra luta em relação as reivindicações das mulheres por mais respeito aos seus direitos e à sua dignidade.

O mesmo acontece aqui. Quando lutamos contra o preconceito colocamos o outro como inimigo. Ele vai se defender e, para muitos, o ataque é a melhor defesa.

Quanto mais nos aproximarmos uns dos outros, nos conhecermos, menor será o preconceito. Quando conhecemos a pessoa, coisas como sua raça, cor, religião e preferencias sexuais não importam. Porque o afeto é direcionado à pessoa. Ele se torna conhecido e não me gera preconceito. Ele passa a ser um igual, ainda que diferente.

Em vez de lutar, vamos ensinar, vamos mostrar para o outro a nossa cultura, a nossa singularidade. Vamos deixa-lo experimentar. Que ele se aproprie, que ela se torne dele também. Assim as diferenças deixarão de ser importantes ou ameaçadoras.

O desconhecido pode ser ameaçador, o conhecido não. Ensinar, conviver é a chave. Educação, educação, educação.